493 anos de aprovação da Ordem Barnabita
18.02.2026 - 14:22:00 | 3 minutos de leitura

Aos 18 de fevereiro de 1533, o Papa Clemente VII aprova o projeto do
jovem sacerdote, Pe. Antônio Maria Zaccaria, de fundar uma Ordem religiosa.
Nesta empreitada, o médico e sacerdote cremonense teve o auxílio de dois
milaneses fidalgos, Bartolomeu Ferrari e Thiago Antônio Morigia, que, alguns
anos mais tarde, também abraçariam o ministério sacerdotal.
O objetivo do projeto era juntar um grupo de sacerdotes que,
vivendo em comunidade, abraçassem uma vida de apostolado como o clero diocesano
e uma vida contemplativa, como os monges. Assim, a família religiosa nascente
trazia um aspecto novo à Igreja.
Qual carisma? A contínua renovação do fervor cristão. Em uma época em
que a tibieza imperava, os membros da comunidade se propunham fazer parte de um
movimento de renovação espiritual com o afã de viverem com profundidade a fé
que professavam. Em outras palavras, a Ordem religiosa fundada por Santo
Antônio é uma resposta ortodoxa a uma realidade eclesial adoecida
espiritualmente, logo, eles almejavam colocar em prática a essência do
cristianismo, depurando práticas religiosas superficiais e/ou destoantes do
evangelho.
O grupo se chamou "Clérigos Regulares de São Paulo Degolado".
Clérigo, pois é formada, maiormente, de sacerdotes. Regulares, porque os membros
vivem sob uma regra de vida a qual rege a todos. De São Paulo, porque o
Fundador, sendo conhecedor profundo da teologia e história do Apóstolo, quis
que seus filhos espirituais se inspirassem no seu ardor apostólico e na sua
profundidade espiritual. Degolado, pois cada membro, a exemplo de São Paulo,
deve seguir a Jesus sem titubear e, se for necessário, defender a fé ofertando
a própria vida, como o fizeram os mártires.
Os membros também são chamados de Barnabitas. Este nome data dos
primeiros anos da instituição. Tal apelido está atrelado ao nome da Igreja em
que estamos até hoje, ela é dedicada a São Barnabé e São Paulo. Carinhosamente,
os cristãos de Milão outorgaram este apelido, o qual perdurou até os tempos
hodiernos.
Com presença em quatro continentes (Europa, América, África e
Ásia), a atuação dos membros se deu em campo diversificado: paróquias,
santuários, casa de retiros espirituais. A assistência espiritual foi e é marca
indelével no ministério dos Barnabitas.
Outra presença igualmente marcante deu-se no âmbito do saber. Nas
escolas e universidades, os religiosos contribuíram de modo decisivo para a
formação de homens e mulheres de sólida cultura intelectual e humana. Em
praticamente todas as áreas do conhecimento, sempre se destacou algum membro da
Ordem, o que evidencia que o carisma desta família religiosa comporta um
horizonte amplo e fecundo de atuação.
Alegramo-nos pelos 493 anos da aprovação da Ordem e elevamos
preces para que a Providência Divina continue a suscitar, no seio da Igreja,
vocações destinadas a dar prosseguimento a esta obra. Aos que já alcançaram a
glória celeste, expressamos nossa sincera gratidão; aos que perseveram no labor
cotidiano nesta terra, asseguramos nossas orações e votos de fidelidade; e
àqueles que se aproximam e batem às nossas portas, estendemos uma acolhida
fraterna e jubilosa.
Pe. Francisco Cavalcante Júnior – Barnabita
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