Festa do Batismo do Senhor: somos convidados para renascer com Cristo
“Tu és meu filho amado, em ti ponho o meu bem querer” (Mc 1, 11)
11.01.2026 - 06:00:00 | 3 minutos de leitura

A Igreja Católica celebra nesta
segunda-feira, 11 de janeiro, a Festa do Batismo do Senhor, e, com essa
celebração encerra-se o Tempo do Natal e amanhã, 12, inicia-se a primeira parte
do Tempo Comum. Jesus é o próprio autor do batismo, não necessariamente
precisava ser batizado, mas era necessário para que se cumprisse a vontade de
Deus.
O ato de João Batista, à margem
do Rio Jordão, convida para “renascer” no batismo, mas como assim? A partir do
batismo o devoto torna-se testemunha de Jesus Cristo e consequentemente seu
discípulo, passando para uma Vida Nova no Espírito Santo, que move o povo a
anunciar o Evangelho, vencendo as investidas do mal, do mesmo modo que Jesus
venceu.
Neste texto, vamos contar um
pouco da origem desta Festa, e o que este momento ímpar na Igreja ensina para
cada um. Acompanhe a leitura, abaixo.
O que é a festa do Batismo do
Senhor?
Neste dia a Igreja recorda o dia
em que o próprio Deus feito homem foi batizado por João Batista, o seu
precursor. O batismo simbolizava a purificação dos pecados e transformação de
vida. Por isso, mesmo não tendo pecados, Cristo submeteu-se a ele a fim de se
aproximar do homem e purificar o pecado de toda a humanidade, o que se
concretiza na sua morte e ressurreição.
Um fato histórico é de que a
Igreja do Oriente já celebrava a Epifania e o Batismo de Jesus no ano 300, em 6
de janeiro; enquanto a Igreja do Ocidente comemorava esta festa apenas na
Liturgia das Horas. Em 1969, com a Reforma litúrgica, esta festa foi marcada
para o Domingo após a Epifania do Senhor. Com esta festa, termina o ciclo de
Natal, embora permaneça a possibilidade de celebrar, em 2 de fevereiro, a
Apresentação do Senhor ao Templo, "Luz dos povos" (também
conhecida como festa das "Candeias").

Vitral do Batismo do Senhor - Basílica Santuário de Nazaré.
Por que Jesus teve de ser
batizado?
Primeiramente, Cristo quis ser
batizado a fim de igualar-se a condição humana, ainda que ele não tivesse
nenhum pecado. O batismo de Jesus mostra a sua humildade e também evidencia a
sua missão: salvar a humanidade.
Outro fato é que Ele aproximou a
humanidade ao Pai após o seu batizado, quebrando as barreiras ao colocar-se num
lugar que os pecadores ocupavam. Jesus se faz irmão e torna os devotos filhos
do Pai.
A diferença entre o batismo de
João e o batismo de Jesus
No início do Evangelho de São
Mateus e em São Marcos, João Batista explica que o seu batismo é feito com água
e simboliza penitência e conversão, mas que viria alguém muito maior do que
ele, que batizaria as pessoas com o Espírito Santo.
"Eu os batizo com água
para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu...
Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo". (Marcos
1:4-8 e Mateus 3:11)
O Batismo de Cristo não apenas purifica
os pecados de seu povo, mas dá a graça que vem do Espírito Santo de Deus para
que consigam persistir na conquista da santidade. Não se trata apenas de uma
conversão humana, mas impulsionada e movida pelo Espírito que vivifica e
transforma.
O que o Batismo do Senhor
ensina?
Que a Sua misericórdia e o Seu
amor são brandos. Ele foi capaz de humilhar-se inteiramente para se aproximar de
sua criação e lhes dar a vida, o que se concretiza inteiramente na sua morte na
cruz e ressurreição.
E por fim, após ser batizado, Jesus começa a sua vida pública. Tal fato ensina e inspira os devotos a começarem uma vida de testemunho e de apostolado pelo batismo, convidando todas as pessoas a participarem da graça divina que é alcançada na vivência dos sacramentos.
Texto: Allan Bentes | Ascom Basílica
Santuário de Nazaré.
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