Imaculado Coração de Maria: esperança aos corações aflitos
Conheça um pouco desta bela devoção, tesouro da Igreja Católica.
26.06.2025 - 14:15:00 | 4 minutos de leitura

Desde as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima, Portugal, a devoção a Maria e seu Imaculado Coração cresceu em graça e adeptos ao longo da história. A belíssima devoção une o coração humano ao Divino, por ser vontade de Deus para que esta preciosidade fosse estabelecida no mundo todo.
Aqui vem uma pergunta, que todo devoto
deveria fazer: quais foram os primeiros registros de devoção? Tal pergunta fora
respondida no primeiro parágrafo, mas você sabe como ela se espalhou? Além
disso, você já ouviu falar da devoção dos 5 sábados? Então, acompanhe a leitura
e conheça um pouco mais sobre esta graça enviada por Deus, por meio de Maria, aos
devotos.
As
origens da devoção
Antes de chegarmos a Fátima, as
Sagradas Escrituras já falavam do Coração de Maria. Nelas, encontramos
referências ao Imaculado Coração no Evangelho de São Lucas: “Maria
conservava estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19). “Em
seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava estas
coisas no seu coração” (LC 2,51).
O coração de Maria era um lugar de
encontro com Deus. Em seu íntimo, guardava e meditava todas as coisas que
poderiam lhe atormentar e confiava no seu Senhor. Por isso, este Coração
Imaculado é o modelo mais perfeito de coração humano.
Deste modo, podemos dizer que a
devoção começou por meio do Evangelho, desenvolvendo-se ao longo dos séculos
pelos teólogos e Padres da Idade Média. Por conta disso, surgiram grandes
santos devotos, bem como do Sagrado Coração de Jesus como São Bernardo, Santo
Antônio Maria Zaccaria, Santa Brígida, Santa Bernadete e São João Eudes.
Uma
devoção ligada ao Sagrado Coração de Jesus
Geralmente, quando o Imaculado Coração
de Maria é retratado, ele é representado por uma coroa de rosas. No entanto, na
aparição de Maria em Fátima, ela mostra o seu coração cercado de espinhos,
igual ao que Jesus Cristo revelou à Santa Margarida. Isso significa que o
Coração de Maria é semelhante ao de Cristo, com a maior
capacidade de amar, uma vez que não tem a mancha do
pecado.
Não há como separá-los. Na alegria da
Anunciação e na dor da Cruz, estava ali o Imaculado Coração de Maria, firme,
associando-se ao de Jesus, oferecendo-se por Ele, em sacrifício, pela salvação
e bem da humanidade.
A
devoção dos 5 sábados
Pense aquele que esta devoção é
recente, mas não é: sua origem deriva, provavelmente, nos primeiros séculos da
igreja. Dedicar os cinco primeiros sábados à Virgem Maria começou com a
terceira das seis aparições em Fátima, após revelar a visão do inferno e falar
sobre guerras e perseguições. Nossa Senhora revela aos pastorinhos que a
comunhão reparadora nos primeiros sábados deveria ser feita, em reparação ao
seu Imaculado Coração, por conta dos pecados cometidos pelo homem.
Oito anos mais tarde, quando Lúcia –
uma das pastorinhas a qual Maria se revelou – estava na Congregação das Doroteias
em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu novamente para explicar como
deveria ser feita essa comunhão dos primeiros cinco sábados.
De acordo com o livro “Memórias da
Irmã Lúcia” Nossa Senhora enfatiza os motivos de se devotar os sábados: “Olha,
minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos
os momentos Me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vês de Me
consolar e diz que todos aqueles que durante cinco meses, ao primeiro sábado,
se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem o Terço e me fizerem 15
minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com fim de Me
desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças
necessárias para a salvação dessas almas” (Memórias da Irmã Lúcia I.
15.ª ed. Fátima).
Assim, a devoção ao Imaculado Coração foi-nos
revelada para salvação das almas do inferno. Desta forma, a prática desta
devoção é fonte de salvação para a nossa alma, como a Virgem também revela nas
aparições. Ela vem até nós, com a ternura de Mãe, não só para nos alertar sobre
os perigos do mal, mas também para nos ensinar exatamente como os combater.
Como praticar a devoção?
Para realizar a comunhão
reparadora, é preciso:
·
Confessar-se
na intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria;
- Comungar;
- Rezar
o terço e meditá-lo, em companhia da Virgem Maria, durante 15 minutos, os
mistérios do rosário.
Imaculado Coração de Maria, rogai por
nós!
Com informações dos portais Minha Biblioteca Católica, Vatican News e Canção Nova
Allan
Bentes – Ascom Basílica Santuário de Nazaré
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