Memória de Nossa Senhora Rainha: sublime devoção à Maria, Mãe de Jesus
“Pede à Santíssima Virgem Maria que seja tua guia, que seja a estrela, o farol que brilhe no meio das trevas de tua vida”. (Santa Teresa dos Andes)
22.08.2025 - 17:06:00 | 4 minutos de leitura

No dia 22 de agosto, a Igreja
celebra o título de Nossa Senhora Rainha. Esta devoção é um dos grandes
tesouros da Igreja, que se refere a coroação da Virgem Maria, tornando-se
Rainha do Céu e da Terra.
Neste artigo, vamos conhecer a
origem desta bela devoção para com a Virgem Maria, humilde serva do Senhor e
glorificada pelo Deus, com base na Encíclica de Pio XII, a Ad
Caeli Reginam, de 1954.
Quando foi instituída a festa
de Nossa Senhora Rainha?
Por volta do início do século XX, impulsionado por um crescente reconhecimento da realeza de Maria, a proclamação de Rainha do Universo começou a ganhar força a partir de três congressos marianos – 1902, em Einsiedeln e Fribourg, na Suíça; e 1906, em Lourdes, na França.
Na década de 30, uma mulher
chamada Maria Desideri, em Roma, iniciou o movimento “Pro Regalitate
Mariae” (para a Realeza de Maria),
que recolheu petições em todo o mundo em favor da instituição da festa
dedicada à Nossa Senhora Rainha do Universo.
Todo esse esforço fez que o Papa
Pio XII, um mês depois e ainda em 1954, instituísse a festa litúrgica. Pouco
tempo depois, o Sumo Pontífice fez um discurso em honra de Maria, seguido de
uma belíssima oração e coroação da venerada imagem de Maria Salus Populi
Romani (Saúde do Povo Romano).
De princípio, a data que se
comemorara Nossa Senhora Rainha era no dia 31 de maio. Mais tarde, depois da
reforma litúrgica, foi alterada pelo Papa Paulo VI para o dia 22 de agosto,
oito dias depois da Festa da Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto)
Uma curiosidade: Durante a Segunda Guerra Mundial, Papa Pio XII invocou a proteção de Nossa Senhora, que intercedeu evitando que Roma fosse devastada em uma batalha final entre alemães e aliados. Para agradecer à Virgem Maria, proclamou o ano de 1953 como “Ano Mariano” e iniciou a tradição, mantida até hoje, de homenagear Maria no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição.
Por que podemos chamar Nossa
Senhora de Rainha?
Porque sua realeza é ligada à
sua maternidade divina. Como Mãe de Jesus Cristo, Maria foi elevada a uma
dignidade única e singular. Sua participação especial no plano de Salvação a
coloca acima de todas as criaturas, conferindo-lhe o título de Rainha dos Céus
e da Terra.
Além disso, Nossa Senhora é 12
vezes rainha: do Céu, da Terra, dos Anjos, dos Santos, dos Apóstolos, dos
Mártires, dos Confessores, das Virgens, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Reis
e da Paz.
O que a festa de Nossa Senhora
Rainha nos ensina?
A refletir sobre o papel singular
de Maria na história da salvação, nos ensinando que a realeza de Maria não é
mais um título honorífico, mas uma realidade profunda, que deriva de sua união
com Cristo.
Essa celebração nos lembra que,
assim como Maria cooperou plenamente com a obra redentora de seu Filho, ela
continua a interceder por nós. Ao honrar Maria como Rainha, a Igreja nos
recorda que, sob sua proteção, encontraremos força e consolo para enfrentar as
dificuldades da vida, caminhando rumo à salvação.
Antes de finalizarmos esta
leitura, que girou pela história de nossa Igreja, faça esta oração, abaixo, pedindo
a intercessão de Maria para sua vida, no dia 22 de agosto:
Oração Augusta Rainha dos Céus
Augusta Rainha dos Céus, Soberana
Mestra dos Anjos, Vós que desde o princípio recebeste de Deus o poder e a
missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vos pedimos humildemente: Enviai
vossas legiões celestes para que, sobre vossas ordens e por vosso poder, elas
persigam os demônios, combatendo-os por toda parte, reprimindo-lhes a
insolência e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e
ternura, sempre o nosso amor e a nossa esperança, a Mãe Divina, enviai os
Santos Anjos para nos defenderem e repelir para longe de nós o cruel inimigo.
Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém.
Texto: Allan Bentes – ASCOM Basílica
Santuário de Nazaré.
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