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São Francisco Xavier Maria Bianchi: o Apóstolo de Nápoles

Um Barnabita virtuoso – que se tornou santo por ser canal de graça para tantos fiéis em um período difícil da história da igreja e da humanidade.

Notícias da Igreja

30.01.2026 - 06:00:00 | 5 minutos de leitura

São Francisco Xavier Maria Bianchi: o Apóstolo de Nápoles

Iniciamos este artigo com uma pergunta: você sabe o que são os Santos? São pessoas que viveram vidas heroicamente virtuosas, alcançaram a santidade e estão no Céu com Deus, servindo como exemplos de fé e amor, sendo venerados e intercessores dos devotos junto ao Pai. Seguindo esta lógica, trazemos para você, querido devoto, Padre Francisco Xavier Maria Bianchi – um Barnabita virtuoso – que se tornou santo por ser canal de graça para tantos fiéis em um período difícil da história da igreja e da humanidade.


A história começa em 2 de dezembro de 1743, na cidade de Arpino, França, nasceu Francisco Saverio Maria Bianchi, filho de Carlo Bianchi e Faustina Morelli. Sua família era muito cristã e caridosa – que o influenciou durante toda sua existência religiosa - e viveu quase toda a sua vida em Nápoles, Itália.


Aos doze anos, entrou para o Colégio dos Santos Carlos e Felipe, dirigido pelos Clérigos Regulares de São Paulo (Barnabitas) e, em 1762, ingressou no seminário, onde jurou fidelidade a Cristo, realizando seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Francisco tinha uma mente brilhante, realizando seus estudos nas áreas do Direito, Filosofia e Teologia em Nápoles e Roma.


Foi ordenado sacerdote em 25 de janeiro de 1767 e, por conta de seu intelecto, os Superiores da época o enviaram para o Colégio de Belas Artes e Letras de Arpino, sua terra natal. Mas sua estadia não demorou tanto: dois anos depois, retorna para Nápoles para ensinar Filosofia e Matemática, em 1769, no Colégio São Carlos.


Mais tarde, em 1778, lecionou na Universidade de Nápoles. Em 1779, recebeu o título de Sócio Nacional da Real Academia de Ciências e Letras. Mesmo com a extensa atividade de professor, nada impedia Padre Francisco de viver a vida de religioso, desempenhando cargos na Congregação e continuando a exercer seu ministério.


Paixão de Cristo: momento de conversão para uma vida dedicada exclusivamente ao Reino de Deus.

Padre Francisco teve a graça de conhecer Santos como Afonso Maria de Ligório (1696–1787) antes de ingressar na vida religiosa. Bianchi buscou o conselho de Padre Afonso para discernir sua vocação, especialmente diante da oposição inicial de seu pai antes de ingressar aos Barnabitas.


Em seguida, fez amizade com Santa Maria Francisca das Cinco Chagas (1715-1791), religiosa pertencente a Ordem Terceira de São Francisco, escolhendo os nomes de “Maria”, por devoção a Nossa Senhora, “Francisca”, por devoção a São Francisco, e “das Cinco Chagas”, por devoção à sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Santa Maria Francisca, que vivia em Nápoles, sentia no corpo os sofrimentos do Calvário, constantemente. Por conta disso, Padre Francisco viveu o sobrenatural: numa sexta-feira, em 1777, presenciou o sofrimento da religiosa, que sentia as chagas da Paixão de Cristo em seu corpo. A partir deste momento, a vida de Padre Francisco mudou totalmente.


Privou-se dos livros científicos e deixou o Magistério, dedicando-se à Igreja e aos mais humildes. Em 1800, um outro evento ocorre na vida de Padre Francisco: Na festa de Pentecostes, observou que um raio saíra do Santíssimo Sacramento, alcançando profundamente seu coração e, desde aquele dia, cada vez que celebrava a Santa Missa, os devotos observavam que seu corpo tremia, seu rosto e seus olhos brilhavam extraordinariamente.


Francisco Bianchi viveu durante o período conturbado e histórico das batalhas empreendias pelo imperador francês Napoleão Bonaparte. Assistiu à destruição de todas as bases políticas da Europa, sobretudo, o clima antirreligioso que se instalara na Europa entre os séculos XVII e XVIII. Com perseverança, Padre Francisco Bianchi manteve-se, fervorosamente, sacerdote de Cristo. Lutou contra a miséria, a desnutrição, as epidemias e doenças que assolavam Nápoles, o que lhe valeu o título de “Apóstolo” da localidade, conferido carinhosamente pela população.


Consumido por uma doença incurável, que o acometeu por 13 anos, deixando-o paralisado, realizou sua Páscoa Eterna no dia 31 de janeiro de 1815 e, em 1951, foi canonizado pelo papa Pio XII, em Roma (ITA).


Reze esta oração de São Francisco Maria Bianchi para o tempo de Calamidades


Misericórdia do meu Deus, abraçai-nos e livrai-nos de todo o flagelo!  (Glória ao Pai)

Eterno Pai, assinalai-nos com o Sangue do Cordeiro Imaculado, como assinalastes as casas do vosso povo!   (Glória ao Pai)

Sangue preciosíssimo de Jesus, nosso amor, exorai por nós misericórdia ao divino Pai, e livrai-nos! (Glória ao Pai)

Chagas do meu Jesus, bocas de amor e de misericórdia, falai propícias por nós ao Pai celeste; escondei-nos em vós e livrai-nos! (Glória ao Pai)

Eterno Pai, Jesus é nosso, como nossos são seu sangue e seus méritos infinitos; a vós tudo oferecemos; e por ser-vos caríssima tal oferta, livrai-nos como com certeza esperamos! (Glória ao Pai)

Eterno Pai, não vos agrada a morte do pecador, mas sim que se converta e viva; fazei por misericórdia que vivamos e sejamos vossos!  (Glória ao Pai)


Salvai-nos, Cristo Salvador, pela virtude da Santa Cruz. Vós que salvastes Pedro no mar, tende piedade de nós!

Maria, Mãe de misericórdia, rogai por nós e seremos livres!

Maria, advogada nossa, falai por nós e seremos salvos!

O Senhor nos flagela justamente por nossos pecados, mas vós, ó Maria, desculpai-nos, que sois nossa Mãe piedosíssima!

Maria, no vosso Jesus e em vós pusemos nossas esperanças; não permitais que fiquemos confusos!

(Salve Rainha!)


(Oito dias antes de morrer, o Papa São Pio X concedeu 300 dias de indulgência, toties quoties, a esta oração de São Francisco Xavier Maria Bianchi, muito recomendada para os tempos calamitosos, como o que o mundo hoje atravessa.)


São Francisco Xavier Maria Bianchi – Rogai por Nós.

 

Texto: Allan Bentes| Ascom Basílica Santuário de Nazaré.

Foto: Imagem Reprodução
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