Ofício das Trevas: a luz de Cristo em meio à escuridão.
“Curai-me, Senhor: eu pequei contra vós! "(Sl 41)
30.03.2026 - 14:01:00 | 3 minutos de leitura
Estamos na Semana Santa, momento em que os
fiéis católicos estão vivendo as celebrações mais importantes da Igreja: a
Paixão, morte e Ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. E neste período
solene, a Basílica Santuário de Nazaré traz para o povo de Deus a recitação do
Ofício das Trevas, na Quarta-feira Santa.
O momento foi inserido na programação da
paróquia em 2025 e presidido pelo Padre Barnabita Paulo de Tarso Maria
Rodrigues. Desde então, devotos e fiéis buscaram estar mais próximos desta bela
tradição, secular de nossa Igreja.

Para quem não pôde participar, na próxima
quarta-feira, primeiro de abril, às 19h30, teremos este belo momento presidido
pelo Vigário de Nazaré, Padre Josué Maria Bosco (CRSP), na Casa da Rainha da
Amazônia, com transmissão pelo Youtube e Facebook do Santuário.
Conheça, agora, um pouco desta prática
que relembra os momentos em que Cristo passava por seu calvário.
A origem do Ofício
Não se tem uma data precisa do início da
prática, contudo, o que há em registros históricos é que o Ofício data do
período medieval – Séculos V e XV – e representa o luto e a escuridão à qual
ficou sujeita a Terra diante da morte de Jesus. A recitação é realizada três
dias antes do Domingo da Ressurreição, no qual se faz a Vigília Pascoal, remetendo
às três trevas da vida: a natural, litúrgica e a simbólica.
·
As
trevas naturais são aquelas que ocorrem diariamente. Com o sol se pondo,
chega o anoitecer, as trevas, e é à noite que o Ofício deve ser rezado,
lembrando as palavras de Jesus no Evangelho de Lucas: “Esta é a vossa hora e do
poder das trevas” (Lc 22, 53).
· As trevas litúrgicas são aquelas que na celebração do Ofício das Trevas se apagam todas as velas, e essas serão acessas no Sábado de Aleluia, na bonita missa da Vigília Pascal, representando a Paixão do Senhor.
·
E
as trevas simbólicas são a representação dessa escuridão que toma o mundo
quando Cristo é crucificado. As trevas representam o pecado, sendo vencidas quando
o Senhor ressuscita.

Curiosidade: Tenebræ – Trevas, em
Latim - consistia de uma combinação de orações e leituras de salmos do Breviário
de Vésperas, que é uma parte da Liturgia das Horas, celebrada à tarde, na
Quarta-Feira Santa e os Ofícios de Laudes (manhãs) ao alvorecer de Sexta e
Sábado Santos. Cada hora do Ofício é composta dos seguintes elementos: salmos,
antífonas, responsórios, hinos, lições, pequenos capítulos, versículos e
benção.
Composição
da cerimônia
O momento é composto de diversos
elementos, que trazem ao devoto um momento de contrição, oração e reflexão da
vida e missão de Jesus Cristo. O Ofício é composto por 14 salmos e orações e,
ao final de cada salmo, apaga-se uma das velas do “tenebrário”, um
candelabro triangular com quinze velas, que representa a Santíssima Trindade –
Pai, Filho e Espírito Santo.
Ao final da recitação, apenas a vela
branca permanece acesa e o livro de orações é fechado de maneira brusca,
representando a desordem que toma conta da Terra com a morte de Jesus. O apagar
das velas e das luzes do templo representam a escuridão que tomou conta da
terra, quando Cristo padeceu na cruz e o luto que a humanidade sente com a
morte do Senhor.
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2, 20)
Texto: Allan Bentes | Ascom Basílica Santuário de Nazaré.
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