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Um Dogma para a Fé: a Assunção de Nossa Senhora

A Solenidade é celebrada no dia 15 de agosto desde o século V, com o significado de “Nascimento para o Céu”.

Notícias da Igreja

15.08.2026 - 06:00:00 | 3 minutos de leitura

Um Dogma para a Fé: a Assunção de Nossa Senhora

A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, celebrada neste dia 15 de agosto, é uma das mais importantes festas marianas do ano litúrgico. Ela celebra a passagem de Maria, mãe de Jesus, desta vida para a glória do céu. A Igreja professa que, por graça especial de Deus e em virtude da maternidade divina e da plena cooperação com a obra da redenção, Maria foi preservada da corrupção da morte e elevada em corpo e alma à glória celeste. 


Neste pequeno texto, vamos contar um pouco sobre esta solenidade tão especial para o Povo de Deus que cultiva a devoção em Nossa Mãe. Mais que uma solenidade, é um Dogma para a nossa Fé, pois Maria nos direciona para Cristo, que é a Verdadeira Bebida e Verdadeira Comida para todos os que creem.


História da Solenidade

A festa da Assunção tem raízes no Oriente cristão, onde era celebrada desde o século V com o nome de “Dormição de Maria” — uma tradição que enfatiza o sono suave de Maria antes de sua assunção. Com o tempo, a celebração se espalhou pelo Ocidente e consolidou-se como uma solenidade universal da Igreja.


Vale lembrar que a celebração da solenidade da Assunção é um dia de preceito, portanto todos os fiéis devem participar da Santa Missa. Esta obrigação ressalta a importância e a relevância desta festa na vida da Igreja e dos católicos.


Quando o dogma foi proclamado?


Em 1º de novembro de 1950 pelo Papa Pio XII, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Nele, o Papa afirma: “A Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta à glória celeste em corpo e alma.”


Embora o evento não esteja explicitamente narrado nas Escrituras, a tradição da Igreja, desde os primeiros séculos, atesta a crença na Assunção de Maria. Padres da Igreja, como São João Damasceno (século VIII), já refletiam sobre o fato de que, sendo o corpo de Maria o templo do Verbo encarnado, seria inconcebível que fosse sujeito à corrupção. 


O dogma da Assunção de Nossa Senhora tem seu fundamento teológico profundamente enraizado em outro dogma, o da Imaculada Conceição de Maria. A Imaculada Conceição ensina que Maria foi concebida sem pecado original, sendo preservada por Deus desde o primeiro momento de sua existência. Desse modo, a pureza imaculada de Maria a coloca em uma posição única e especial entre todas as criaturas humanas.


A Assunção é, portanto, um sinal de esperança: antecipa a ressurreição final de todos os fiéis. Maria, como “primícia da Igreja”, já participa plenamente da glória prometida a todos os que seguem Cristo. Sua Assunção é a vitória definitiva sobre o pecado e a morte, fruto da redenção operada por seu Filho.



Por Allan Bentes | Ascom Basílica Santuário de Nazaré.

Fonte: Com informações dos portais Minha Biblioteca Católica, Vatican News e Canção Nova.
Foto: Imagem Reprodução
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