São Brás e a bênção da garganta
Conheça a história que o Bispo da Armênia e padroeiro da Saúde realizou em um menino, momentos antes de seu martírio.
03.02.2026 - 06:00:00 | 2 minutos de leitura
Nesta terça, 3, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Brás, bispo, médico e mártir da Armênia. A devoção popular a este santo é grande desde a antiguidade, ligada a curas na garganta alcançadas por sua intercessão. Mas, você sabe quando esta tradição da Igreja começou?
A resposta vem do milagre
realizado pelo próprio padroeiro, quando foi levado preso. Conta a história que
uma mãe aflita se jogou aos seus pés, pedindo que socorresse o filho que
agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez
o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosamente, como se nada
lhe tivesse acontecido.
A Benção das gargantas
Nas Igrejas de todo o mundo, essa
bênção é feita especialmente no dia de São Brás, com duas velas cruzadas sobre
a garganta dos fiéis, onde o sacerdote proclama o seguinte dizer: “por
intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, defenda-te Deus contra os males da
garganta e contra qualquer outro mal, em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo.”
E os devotos que desejarem receber esta bênção, por intercessão de São Brás, a Basílica Santuário de Nazaré realizará as Santas Missas em honra ao santo médico nos seguintes horários, abaixo:
7h, 9h (Celebração na Capela Bom Pastor – Centro Social de Nazaré), 12h e 18h.
Além disso, será celebrada a Santa Missa solene com a bênção das gargantas, finalizando a festividade na comunidade do padroeiro, pertencente à Paróquia de Nazaré, às 19h, localizada na Passagem Tapajós, n. º 39, no bairro de São Brás, em Belém.

História de São Brás
São Brás nasceu na Armênia, no
século III. Sua educação foi marcada por valores cristãos sólidos, influenciada
pela devoção de seus pais. Desde jovem, ele demonstrou uma grande sabedoria e
compaixão para com os pobres e cristãos perseguidos, o que influenciou na
escolha de dedicar sua vida a Deus e a cuidar não só do corpo, mas da alma das
pessoas.
Por ordens do imperador Licínio, uma
intensa perseguição aos cristãos iniciou e, em 316, foi capturado e morto.
Texto: Allan Bentes | Ascom Basílica Santuário de Nazaré.
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